A ARQUIDIOCESE DE BELÉM DO PARÁ

A terceira Arquidiocese mais antiga do Brasil é a Sede Metropolitana de Belém do Pará. Em 04 de março deste ano celebra 299 anos de diocese e em 1° de maio celebra 112 anos de elevação de Diocese à Arquidiocese. Atualmente em sua sede de governo conta como Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, tendo como Bispos Auxiliares Dom Irineu Roman e Dom Antônio de Assis Ribeiro. A Arquidiocese ainda conta com 219 sacerdotes, 145 diáconos, 7 Regiões Episcopais e 89 paróquias.

As Regiões Episcopais contemplando a capital paraense e os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara, fazendo limite com as Dioceses de Abaetetuba (PA), Castanhal (PA), Ponta de Pedras (PA) e a Prelazia de Marajó (PA).

A Arquidiocese de Belém é um lar para muitos povos, com vivência Eucarística tem como maior riqueza a Fé e o trabalho Missionário realizado pelo clero, pastorais, religiosos, leigos que trabalham a realidade do seu povo, fazendo a Igreja com rosto amazônico.

A Missão da Igreja que desde 12 de janeiro de 1616 evangeliza a Amazônia é estabelecer um novo modo de ser, abrindo espaço para leigos exercerem de modo efetivo e concreto seus ministérios ao lado do clero, do episcopado e dos religiosos criando assim uma rede de comunidades eclesiástica possibilitando uma presença maior da igreja vida do seu povo.

E esse berço amazônico tem Identidade Mariana, tendo como padroeira da Arquidiocese e da capital paraense, Santa Maria de Belém e Nossa Senhora de Nazaré como Rainha da Amazônia.

“Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo”. (Plano Pastoral da Arquidiocese de Belém 2012/2016)

HISTÓRICO

A desconhecida Belém de Judá, pequena aldeia no tempo de Cristo, tornou-se famosa em todo o mundo por ter sido o berço do Salvador, iniciando-se ali uma nova era para a humanidade.

Apesar de a Judéia ser um estado vassalo de Roma na época de Herodes, somente após a queda de Jerusalém, no ano 70, ela passou a fazer parte do Império Romano. O imperador Constantino, convertido ao cristianismo, mandou edificar no ano 330, sobre a gruta da Natividade, uma basílica, cujos belos mosaicos representando os antepassados de Jesus e os profetas que anunciaram o seu nascimento a celebrizaram como um dos principais monumentos artísticos da Cristandade.

Havia no templo uma imagem bizantina da Virgem Santíssima, que se tornou conhecida com o título de Santa Maria de Belém. Seu culto se espalhou pela Europa, chegando a Portugal através de religiosos e peregrinos que estiveram na Terra Santa.

No início do século XV, o infante D. Henrique, fundador da Escola de Sagres e grande incentivador das navegações portuguesas, mandou construir na praia do Restelo, em Lisboa, uma igreja dedicada àquela invocação. Dizia ele que, assim como a estrela de Belém guiou os Reis Magos até a manjedoura onde se achava o Menino Deus, assim também a Senhora de Belém ajudaria a encontrar novas terras e o caminho para as Índias.

Foi ali, na pequena ermida do Restelo, que Vasco da Gama, antes de seguir à procura das Índias em 1497, passou a noite em oração e assistiu à Santa Missa. Vasco da Gama conseguiu êxito completo em sua arriscada travessia marítima, chegando são e salvo à lendária Calicut, onde foi recebido pelo Samorim. Em agradecimento à proteção da Soberana dos Mares, el-rei Dom Manuel transformou a humilde capela de Santa Maria de Belém no suntuoso mosteiro conhecido atualmente como “Os Jerônimos”, uma das obras-primas da arquitetura manuelina.

Desde então as grandes expedições marítimas eram precedidas de solene cerimônia religiosa na magnífica igreja da Protetora dos Navegantes. Pedro Álvares Cabral, antes de iniciar sua viagem de descobrimento, ali assistiu à Santa Missa e seguiu com o rei em procissão até o cais, onde a frota, pronta para zarpar, salvou com entusiasmo seu soberano e seu comandante.

Trazida para o Brasil pelos primeiros povoadores, esta invocação da Mãe de Deus teve muitos devotos em todo o território nacional, principalmente em Itatiba (SP) e Belém do Pará, que lhe dedicaram suas paróquias.

No Natal de 1615 o capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco partiu de São Luís do Maranhão com três navios e 150 homens, para ocupar o Amazonas. Em janeiro desembarcou na foz daquele rio, na formosa baia do Guajará, onde ergueu o Forte do Presépio, fundando uma povoação que mais tarde recebeu o nome de Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Alguns anos depois, Castelo Branco entrou em conflito com a tropa e, devido à violência com que tratou seus oficiais, foi preso, demitido do cargo de capitão-mor e levado para Portugal. Os indígenas aproveitaram-se da desunião entre os conquistadores, cercaram a vila e nela penetraram matando velhos, mulheres e crianças. O historiador sacro Frei Agostinho de Santa Maria, em seu livro publicado em 1722, afirmava que o nome de Nossa Senhora de Belém teria sido dado à Padroeira da cidade “em memória dos Santos Inocentes que em Belém foram degolados por amor a Jesus, a quem Herodes também pretendia matar”.

Na capital paraense os festejos da Padroeira se realizam a 1º de setembro, na Sé cuja Paróquia é dedicada a Nossa Senhora da Graça. Em fins do século XIX, devido a uma promessa feita pelo Bispo Dom Macedo Costa, a Catedral foi entregue a Santa Maria de Belém numa cerimônia solene, perpetuada em artísticos painéis na abóbada do templo.

Na fachada da igreja, uma das mais belas do Brasil Colonial, inspirada na arquitetura oficial da corte de Lisboa na época de Dom João V, pode-se admirar uma enorme efígie da Virgem Maria com o Menino Jesus, sentado em seu colo e abraçando sua Mãe. Sobre o altar-mor, além de bonita imagem semelhante à da fachada, existe uma grande tela, representando o presépio de Belém, como recordação do nome dado ao forte, do qual se originou a pitoresca cidade das mangueiras.

Viajando a procura do rio-mar, o capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, guiado pela estrela do Natal, chegou ao local predestinado a ser o berço da civilização luso-brasileira no extremo norte do Brasil, a cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, porta de entrada da fabulosa Amazônia.

Com a Bula “Copiosus in Misericordia” o Papa Clemente XI criou, em 04 de março de 1719, o Bispado do Pará, dando a nova Diocese o mesmo nome da Cidade: Santa Maria de Belém. Já em 1º de maio de 1906, o Papa Pio X por meio da “Sempiternum humani generis”, elevou a diocese à Arquidiocese, renovando sua consagração a Santa Maria de Belém como sua Padroeira principal.

PERSONALIDADE JURÍDICA

A Arquidiocese de Santa Maria de Belém do Grão Pará, entidade religiosa de Direito Público, com atividades civis registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), sob o nº 04.814.851/0001-29, com a Razão Social de Arquidiocese de Belém, sendo isenta de inscrições Estadual e Municipal.

SITUAÇÃO GEOGRÁFICA

Norte do Estado do Pará com limites: Oceano Atlântico, e as Dioceses de Abaetetuba (PA), Castanhal (PA), Ponta de Pedras (PA) e Prelazia de Marajó (PA). Superfície: 1.820,273 km² contemplam 05 municípios e até a Páscoa de 2018 conta com 07 Regiões Episcopais, 89 paróquias, 219 sacerdotes e 145 diáconos presentes na Arquidiocese.

Atualizado em 26 de Abril de 2018