147ª edição do Sermão das Sete Palavres será meditado por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém
A Arquidiocese de Belém realiza, na Sexta-feira Santa, 3 de abril, às 12h, o tradicional Sermão das Sete Palavras, na histórica Capela Santo Antônio, localizada na Praça Dom Macedo Costa, Rua Frei Gil, no bairro da Campina. A pregação deste ano será presidida por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém, e contará com transmissão ao vivo pela Rede Nazaré de Comunicação (TV Nazaré, Rádio Nazaré e plataformas digitais), emissora oficial da Arquidiocese de Belém.
Considerado um dos momentos mais comoventes da programação da Semana Santa, o Sermão das Sete Palavras convida os fiéis à reflexão, ao silêncio e à oração, por meio da meditação das últimas palavras de Jesus Cristo na cruz, durante as três horas de agonia.
A cada edição do sermão é um pregador diferente escolhido pelo Arcebispo de Belém. A escolha do pregador deste ano segue a tradição arquidiocesana, em que o novo arcebispo ou bispo auxiliar, conduz o sermão após sua posse. Nos últimos anos, essa prática também foi vivenciada com bispos auxiliares, como Dom Paulo Andreolli (2024), Dom Antônio de Assis Ribeiro (2018), Dom Irineu Roman (2015), Dom Teodoro Mendes Tavares (2012) e Dom Alberto Taveira Corrêa (2010).
Para a 147ª edição, a meditação será conduzida por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém, que tomou posse no dia 06 de agosto de 2025, que fará meditação das sete últimas palavras ditas por Jesus Cristo durante as três horas de agonia na cruz.
- “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34)
- “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23, 43)
- “Mulher, eis o teu filho. Eis a tua mãe” (Jo 19, 26-27)
- “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15, 34)
- “Tenho sede” (Jo 19, 28)
- “Tudo está consumado” (Jo 19, 30)
- “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46)
A cada palavra, os fiéis são convidados ao recolhimento espiritual, com acompanhamento musical do oratório “Le Sette Ultime Parole di Nostro Signore sulla Croce”, do compositor italiano Giuseppe Saverio Raffaele Mercadante (1795–1870), interpretado pelo Coral Dom Vice Zico.
Sobre o pregador
Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém, tem como lema episcopal “Não vos canseis de fazer o bem”. Nascido em 30 de novembro de 1962, em Garça (SP), foi ordenado sacerdote em 24 de janeiro de 1988 e arcebispo em 28 de dezembro de 2016. Assumiu a Arquidiocese de Belém em 6 de agosto de 2025.
Histórico da tradição em Belém
O Sermão das Sete Palavras em Belém teve início em 10 de abril de 1879, organizado pelas Irmãs de Santa Dorotéia da Frassinetti, na Capela do Colégio Santo Antônio. As primeiras edições contavam com cânticos em italiano e forte ambientação litúrgica.
Em 1881, chegaram da Itália as imagens sacras que compõem o cenário da celebração até hoje: Nosso Senhor Crucificado, Nossa Senhora das Dores, São João Evangelista e Santa Maria Madalena.
Também conhecido como “Sermão das Três Horas da Agonia”, o momento se consolidou como uma das expressões mais marcantes da espiritualidade quaresmal na capital paraense, reunindo, anualmente, centenas de fiéis em silêncio reverente.
Pregadores das últimas edições:
- 2025 – Padre Plinio Pacheco
- 2024 – Dom Paulo Andreolli
- 2023 – Padre João Paulo de Mendonça Dantas
- 2022 – Padre Glaudemir Simplício de Lima
- 2021 – Cônego Roberto Emilio Cavalli Júnior
- 2020 – Cônego Vladian Silva Alves
- 2019 – Padre Moisés do Socorro Lima de Matos
- 2018 – Dom Antônio de Assis Ribeiro
- 2017 – Padre Agostinho Filho de Sousa Cruz
- 2016 – Padre Carlos Augusto Azevedo
Tradição musical
Já na primeira edição da cerimônia das ‘Três Horas da Agonia’, fez-se entoar o Oratório intitulado “Le Sette Última Parole di Nostra Signore Sulks’Croce” composto por Giuseppe Mercadante (1795-1870).
Inicialmente, as irmãs se juntaram às Órfãs residentes no orfanato, as senhoras que trabalhavam neste serviço, os integrantes da irmandade “Filhos de Maria” e outros cantores convidados.
Já nos anos de 1940 e 50 o coro era formado, na sua totalidade, pelas Filhas de Maria e Solistas convidados, nomes asses que tiveram grande influência no meio musical erudito no Estado do Pará.
A partir da década de 60, o Coral Santa Cecília, da Basílica de Nazaré, passou a ser responsável pela continuidade da tradição e devoção. O Coral Santa Cecília é formado atualmente por membros da comunidade leiga católica de Belém com Regente: Eduardo Nascimento.

