Sermão das Sete Palavras 2026 na Sexta-Feira Santa em Belém

A 147ª edição do Sermão foi proferida por Dom Julio Endi Akamine e reforçou mensagem de misericórdia, esperança e conversa.

A Arquidiocese de Belém realizou nesta Sexta-Feira Santa (3) o tradicional Sermão das Sete Palavras, reunindo um grande número de fiéis na Capela Santo Antônio, no centro histórico da capital paraense. A edição foi presidida por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano, e contou com ampla participação popular, além de transmissão pelos veículos da Rede Nazaré de Comunicação.

Considerado um dos momentos mais marcantes da programação da Semana Santa, o Sermão das Sete Palavras convida os fiéis à meditação das últimas palavras de Jesus Cristo na cruz. Neste ano, Dom Julio conduziu a reflexão destacando o profundo sentido de misericórdia presente em cada uma das palavras, ressaltando que elas não são expressões de dor isoladas, mas a síntese da vida e da missão de Cristo.

Durante a pregação, o Arcebispo enfatizou que as palavras de Jesus revelam um amor que ultrapassa o sofrimento e se manifesta como perdão, esperança e entrega total ao Pai. “As sete palavras são, na verdade, uma única palavra de misericórdia”, destacou, ao conduzir os fiéis a uma reflexão espiritual sobre o sentido da cruz e da redenção.

A celebração foi marcada por momentos de silêncio, oração e profunda contemplação, reunindo fiéis que acompanharam atentamente cada meditação. A forte participação popular reforça a importância da tradição, que há décadas mobiliza a comunidade católica de Belém durante a Sexta-Feira Santa.

O Sermão das Sete Palavras integra a programação oficial da Semana Santa da Arquidiocese e é um dos momentos mais expressivos da fé cristã, ao propor uma reflexão sobre o sofrimento, a misericórdia e a esperança da ressurreição.

Histórico da tradição em Belém

O Sermão das Sete Palavras em Belém teve início em 10 de abril de 1879, organizado pelas Irmãs de Santa Dorotéia da Frassinetti, na Capela do Colégio Santo Antônio. As primeiras edições contavam com cânticos em italiano e forte ambientação litúrgica.

Em 1881, chegaram da Itália as imagens sacras que compõem o cenário da celebração até hoje: Nosso Senhor Crucificado, Nossa Senhora das Dores, São João Evangelista e Santa Maria Madalena.

Também conhecido como “Sermão das Três Horas da Agonia”, o momento se consolidou como uma das expressões mais marcantes da espiritualidade quaresmal na capital paraense, reunindo, anualmente, centenas de fiéis em silêncio reverente.

Pregadores das últimas edições:

  • 2025 – Padre Plínio Pacheco
  • 2024 – Dom Paulo Andreolli
  • 2023 – Padre João Paulo de Mendonça Dantas
  • 2022 – Padre Glaudemir Simplício de Lima
  • 2021 – Cônego Roberto Emilio Cavalli Júnior
  • 2020 – Cônego Vladian Silva Alves
  • 2019 – Padre Moisés do Socorro Lima de Matos
  • 2018 – Dom Antônio de Assis Ribeiro
  • 2017 – Padre Agostinho Filho de Sousa Cruz
  • 2016 – Padre Carlos Augusto Azevedo
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