Quinta-Feira Santa 2026: Missa do Crisma

Celebração marca a unidade da Igreja, com a participação de todo clero e inclui a bênção dos óleos utilizados nos sacramentos ao longo do ano.

Na Quinta-feira Santa (02), a Arquidiocese de Belém realiza a tradicional Missa do Crisma, também conhecida como Missa da Unidade, reunindo todo o clero (bispos, padres e diáconos) na Catedral Metropolitana de Belém. A celebração terá início às 8h, presidida por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo Metropolitano de Belém, com concelebração de Dom Paulo Andreolli, Bispo Auxiliar, e de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Emérito. Antes, às 7h, será rezada a Oração da Manhã (Laudes) pelos cônegos da Arquidiocese.

A Missa do Crisma integra a programação da Quinta-feira Santa, quando a Igreja Católica recorda dois momentos centrais da vida de Jesus Cristo: a instituição da Eucaristia e o sacerdócio. Por esse motivo, neste dia são celebradas duas missas: pela manhã (8h), a Missa do Crisma, e à noite (18h), a Missa da Ceia do Senhor, que rememora a Última Ceia e inclui o rito do Lava-Pés. Pela manhã, não há celebrações nas paróquias, permitindo que todo o clero participe da celebração na Catedral. Ambas as celebrações serão transmitidas ao vivo pela Rede Nazaré de Comunicação (TV Nazaré, Rádio Nazaré e redes sociais).

Durante a Missa do Crisma, dois momentos se destacam. O primeiro é a Renovação dos compromissos sacerdotais os presbíteros (padres) reafirmam seus compromissos diante do arcebispo e dos fiéis. Por isso, é chamada também de “Missa da Unidade”, pois todos os sacerdotes participam da celebração, sendo liberado somente os doentes.

O segundo momento é a Bênção dos Santos Óleos: onde são abençoados os Óleo dos Catecúmenos, que são destinados aos que serão batizados, o primeiro sacramento da iniciação cristã, a porta da fé; Óleo dos Enfermos (Unção dos Enfermos), utilizado para os enfermos e necessitados de saúde, traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos; Óleo do Santo Crisma:  é usado para os Sacramentos da Crisma e da Ordem, bem como na unção do batismo, que se unge a fronte; na Confirmação (Crisma) é o símbolo principal da consagração, também na fronte; depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo; depois da ordenação sacerdotal, na palma das mãos do néo-sacerdote. Após a celebração, os padres recebem os óleos que serão distribuídos às 109 paróquias e às quatro reitorias da Arquidiocese, onde serão utilizados ao longo de todo o ano litúrgico.

Foto: Salim Wariss

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