Papa Leão XIV nomeia Dom Paulo Bispo de Ponta de Pedras

Bispo Auxiliar de Belém desde 2023, Dom Paulo assume nova missão pastoral na Igreja amazônica

A Arquidiocese de Belém do Pará recebe, com alegria e espírito de comunhão eclesial, a nomeação definida pelo Papa Leão XIV, nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, Dom Paulo Andreolli, S.X., como novo Bispo Diocesano de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, Estado do Pará.

A decisão foi anunciada oficialmente pela Santa Sé, divulgada pelo Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Julio Endi Akamine, SAC e também divulgada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com a nomeação, Dom Paulo, até então Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém e titular da antiga sede episcopal de Altava, é chamado a assumir o governo pastoral da Diocese de Ponta de Pedras, tornando-se o quarto bispo diocesano daquela Igreja particular.

A nomeação ocorre na memória litúrgica de Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja, e representa uma nova etapa na trajetória missionária de Dom Paulo, marcada pelo serviço à Igreja, pela proximidade com as comunidades e pela dedicação à evangelização na Amazônia.

UMA TRAJETÓRIA MISSIONÁRIA DEDICADA À IGREJA

Natural de Pojana Maggiore, na província de Vicenza, Itália, Dom Paulo Andreolli nasceu em 16 de dezembro de 1972. É religioso da Congregação dos Missionários Xaverianos e iniciou sua formação religiosa ainda na juventude, tendo professado os votos perpétuos em 5 de março de 2000 e recebido a ordenação presbiteral em 17 de setembro do mesmo ano.

Sua missão no Brasil começou em novembro de 2007, no Estado do Pará, onde atuou como vigário paroquial em São Félix do Xingu e, posteriormente, como pároco em Tucumã. Também desenvolveu atividades de animação missionária e vocacional, especialmente junto à juventude, colaborando com organismos eclesiais, comunidades religiosas e iniciativas de formação.

Em 1º de fevereiro de 2023, foi nomeado pelo Papa Francisco Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém, recebendo a ordenação episcopal em 15 de abril do mesmo ano, na Catedral Metropolitana de Belém, em celebração presidida por Dom Alberto Taveira Corrêa, então Arcebispo Metropolitano.

Como oitavo Bispo Auxiliar da história da Arquidiocese, Dom Paulo exerceu seu ministério em estreita comunhão com o governo arquidiocesano, participando da vida pastoral, das celebrações, das atividades missionárias e do acompanhamento das comunidades, pastorais e movimentos eclesiais.

Sua dedicação às pastorais sociais, à juventude e à formação missionária constituiu uma contribuição significativa para a caminhada da Igreja em Belém. A convivência fraterna, a proximidade com os fiéis e a atenção às realidades humanas e sociais marcaram sua presença no cotidiano arquidiocesano.

Seu lema episcopal, “Corações ardentes, pés a caminho”, inspirado na experiência dos discípulos de Emaús, traduz a disposição missionária que acompanha seu ministério e que agora se renova diante dos desafios e das oportunidades da Igreja no Marajó.

A DIOCESE DE PONTA DE PEDRAS E SEUS VÍNCULOS HISTÓRICOS COM BELÉM

A Diocese de Ponta de Pedras está localizada no arquipélago do Marajó, no Estado do Pará, e integra a Província Eclesiástica de Belém, sendo uma das dioceses sufragâneas da Arquidiocese Metropolitana.

Sua história está diretamente ligada à Arquidiocese de Belém. A circunscrição eclesiástica foi criada em 25 de junho de 1963, inicialmente como Prelazia Territorial de Ponta de Pedras, pelo Papa Paulo VI, por meio da bula Animorum Societas, com território desmembrado da Arquidiocese de Belém. A iniciativa contou com a atuação de Dom Alberto Gaudêncio Ramos, então Arcebispo Metropolitano.

Posteriormente, em outubro de 1979, a prelazia foi elevada à condição de diocese pelo Papa João Paulo II, por meio da bula Cum Praelatura.

Atualmente, seu território compreende os municípios de Ponta de Pedras, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Muaná, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista, tendo como sede episcopal a cidade de Ponta de Pedras e como padroeira Nossa Senhora da Conceição.

A realidade pastoral da diocese é marcada pelas características próprias da região marajoara, onde rios, distâncias geográficas e comunidades distribuídas entre áreas urbanas, rurais e ribeirinhas apresentam desafios particulares à evangelização, à formação cristã e ao acompanhamento das famílias.

Ao longo de sua história, a Igreja de Ponta de Pedras desenvolveu um importante trabalho de evangelização, formação de lideranças, promoção humana e assistência às comunidades, com a participação de sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos.

Dom Paulo sucede no episcopado diocesano a Dom Teodoro Mendes Tavares, transferido em 2026 para a Diocese de Santiago, em Cabo Verde. Sua chegada representa a continuidade dessa caminhada eclesial, fortalecendo também os laços históricos, pastorais e fraternos entre as Igrejas de Belém e Ponta de Pedras.

COMO ACONTECE A NOMEAÇÃO E A TRANSFERÊNCIA DE UM BISPO

Na Igreja Católica, a nomeação de bispos é de competência do Romano Pontífice, conforme estabelece o Código de Direito Canônico. O processo envolve o discernimento sobre as necessidades pastorais das dioceses e a avaliação de sacerdotes e bispos considerados aptos a exercer a missão episcopal.

Habitualmente, a escolha é precedida por consultas reservadas, conduzidas no âmbito da Santa Sé, com a colaboração da representação pontifícia no país e dos organismos competentes, considerando aspectos como a trajetória eclesial, a experiência pastoral e as necessidades da Igreja particular que receberá o novo pastor.

No caso de Dom Paulo Andreolli, trata-se de uma transferência episcopal: ele já recebeu a ordenação episcopal e, portanto, não necessita de uma nova ordenação. Sua nomeação representa a passagem do exercício do ministério como Bispo Auxiliar de Belém para a responsabilidade de Bispo Diocesano de Ponta de Pedras.

O Bispo Auxiliar colabora com o Bispo Diocesano no cuidado pastoral da Igreja particular. Já o Bispo Diocesano recebe a responsabilidade direta de governar, ensinar e santificar o povo de Deus que lhe é confiado, em comunhão com o Papa e com o Colégio dos Bispos.

Conforme as normas canônicas, o novo bispo deverá tomar posse da diocese à qual foi destinado, mediante os procedimentos previstos pela Igreja. A posse canônica formaliza o início do exercício de seu governo pastoral na nova diocese.

A data e os detalhes da celebração de posse de Dom Paulo Andreolli serão divulgados oportunamente, em articulação com a Diocese de Ponta de Pedras.

GRATIDÃO, COMUNHÃO E CONTINUIDADE DA MISSÃO

A Arquidiocese de Belém, por meio de seu Arcebispo Metropolitano, Dom Julio Endi Akamine, e de seu Arcebispo Emérito, Dom Alberto Taveira Corrêa, manifesta sua alegria pela nomeação e seu reconhecimento ao trabalho desenvolvido por Dom Paulo Andreolli durante os anos em que exerceu o ministério episcopal em Belém.

Em mensagem dirigida ao novo Bispo Diocesano de Ponta de Pedras, os arcebispos destacaram sua generosidade ao responder ao chamado para servir à Arquidiocese como Bispo Auxiliar, sua dedicação ao clero, às comunidades e aos fiéis, bem como a contribuição prestada às pastorais sociais, à juventude e à formação missionária.

A mensagem também ressalta a amizade, a convivência fraterna e o testemunho do Evangelho manifestados por Dom Paulo em sua vida comunitária e em seu ministério episcopal.

Ao acolher com gratidão a decisão do Santo Padre, a Arquidiocese reconhece que a transferência de um bispo não representa uma ruptura dos vínculos construídos, mas uma expressão da comunhão e da universalidade da Igreja, na qual os pastores são chamados a servir onde sua missão se faz necessária.

A Arquidiocese de Belém convida o clero, os diáconos, os religiosos, as religiosas, os seminaristas, os agentes de pastoral e todos os fiéis a se unirem em oração por Dom Paulo Andreolli e pelo povo de Deus da Diocese de Ponta de Pedras.

Que o Espírito Santo lhe conceda sabedoria, discernimento e coragem para conduzir a nova missão. Que Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora da Conceição intercedam por seu ministério, fortalecendo sua caminhada no anúncio do Evangelho, no cuidado com as comunidades e no serviço ao Reino de Deus.

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