Dom Julio receberá o pálio das mãos do Papa Leão XIV no Vaticano

Símbolo da comunhão com a Igreja de Roma será entregue durante a Solenidade de São Pedro e São Paulo, na Praça São Pedro, no próximo dia 29

O Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Julio Endi Akamine SAC, receberá no próximo dia 29 de junho o Pálio Arquiepiscopal durante a celebração da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, presidida pelo Papa Papa Leão XIV, na Praça São Pedro, no Vaticano. A celebração reunirá arcebispos metropolitanos de diversas partes do mundo que receberam sua nomeação ao longo do último ano.

A cerimônia acontecerá às 9h30 (horário local de Roma), correspondendo às 4h30 da manhã no horário de Brasília, e será transmitida ao vivo pela Rede Nazaré, Veículo de Comunicação da Arquidiocese de Belém. A emissora também exibirá uma reprise da celebração às 12h.

Durante a celebração, os novos arcebispos metropolitanos farão a profissão de fidelidade à Igreja e ao Santo Padre. Entre as promessas realizadas está o compromisso: “Serei sempre fiel e obediente ao Bem-aventurado Apóstolo Pedro, à Santa e Apostólica Igreja de Roma, a ti, Sumo Pontífice, e a teus legítimos sucessores. Assim me ajude Deus Onipotente”.

O Pálio é um dos principais símbolos da missão pastoral dos arcebispos metropolitanos e expressa sua comunhão com a Sé Apostólica. A veste litúrgica é confeccionada em lã branca e colocada sobre os ombros do arcebispo, recordando a imagem do Bom Pastor que carrega a ovelha sobre os ombros. Sua concessão representa também a autoridade pastoral exercida pelo arcebispo em sua província eclesiástica, sempre em unidade com a Igreja de Roma.

A celebração contará ainda com concelebração do Arcebispo Emérito de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, além de sacerdotes da Arquidiocese de Belém que estarão em Roma para a ocasião.

Também acompanharão a cerimônia religiosos, leigos e membros da Arquidiocese que integram uma peregrinação organizada a partir de Belém. O grupo iniciou sua viagem no dia 22 de junho, percorrendo importantes locais de devoção cristã em Portugal e na Itália, incluindo Fátima, Assis, Cássia, Roma e o Vaticano. Familiares e amigos de Dom Julio, provenientes de São Paulo e outras localidades, também estarão presentes na celebração.

DOM JULIO

Dom Julio Endi Akamine, SAC, foi nomeado Arcebispo Metropolitano de Belém pelo Papa Francisco em 7 de março de 2025, tornando-se o décimo primeiro arcebispo da Igreja de Belém. Chegou à capital paraense em 19 de maio do mesmo ano e assumiu o governo pastoral da Arquidiocese em 6 de agosto de 2025, após a aceitação da renúncia de Dom Alberto Taveira Corrêa pelo Santo Padre por motivo de idade.

Desde sua chegada, Dom Julio tem desenvolvido intensa agenda pastoral junto às paróquias, regiões episcopais, organismos arquidiocesanos e instituições da Igreja, promovendo a comunhão e fortalecendo a ação evangelizadora em todo o território arquidiocesano.

Sua presença marca uma nova etapa na história da Igreja de Belém, que em 2026 celebra 120 anos de criação canônica, reafirmando sua missão de anunciar o Evangelho em comunhão com a Igreja universal e com o Sucessor de Pedro.

O recebimento do Pálio representa um dos momentos mais significativos deste início de ministério episcopal em Belém, expressando publicamente a comunhão do Arcebispo Metropolitano com o sucessor de Pedro e sua missão de conduzir o povo de Deus confiado aos seus cuidados.

ORIGEM DO PÁLIO

A palavra pálio deriva do latim pallium, que significa “manto”. Sua origem remonta aos primeiros séculos do Cristianismo, quando era utilizado pelos bispos como sinal de autoridade pastoral. O primeiro registro histórico da concessão formal do pálio data do ano 513, quando o Papa Símaco o entregou a São Cesário de Arles.

Ao longo dos séculos, a veste evoluiu até assumir o formato atual, tornando-se exclusiva dos arcebispos metropolitanos. Hoje, o pálio permanece como um dos mais importantes símbolos da comunhão entre os arcebispos e o Sucessor de Pedro.

CONFECÇÃO

A lã utilizada na confecção dos pálios provém de dois cordeiros criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma. Os animais são abençoados na festa de Santa Inês, celebrada em 21 de janeiro. Posteriormente, as religiosas do Mosteiro de Santa Cecília, em Trastevere, realizam a tecelagem e a confecção das peças, que permanecem guardadas junto ao túmulo de São Pedro até a cerimônia de entrega.

COMO É O PÁLIO

O pálio atual consiste em uma faixa de lã branca com aproximadamente cinco centímetros de largura, adaptada ao formato dos ombros. Possui duas extremidades pendentes, à frente e às costas, formando um desenho semelhante à letra “Y”. A peça contém seis cruzes negras, que recordam as chagas de Cristo, e três alfinetes ornamentais que remetem à tradição histórica de sua fixação.

Foto: VATICAN MEDIA

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