A Arquidiocese
A terceira arquidiocese mais antiga do Brasil é a Sede Metropolitana de Belém do Pará, criada como diocese em 4 de março de 1719 e elevada à arquidiocese em 1º de maio de 1906. Atualmente, em sua sede de governo, conta com o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Julio Endi Akamine SAC, com o Bispo Auxiliar Dom Paulo Andreolli e com o Arcebispo Emérito Dom Alberto Taveira Corrêa.
A Arquidiocese ainda conta com a atuação de 298 sacerdotes e 280 diáconos permanentes, distribuídos em oito Regiões Episcopais, a saber: Coração Eucarístico de Jesus, Menino Deus, Nossa Senhora do Ó, Sant’Ana, Santa Maria Goretti, Santa Cruz, São João Batista e São Vicente de Paulo. No território arquidiocesano, atualmente, ainda temos 93 paróquias, oito Áreas Missionárias, sete Paróquias Santuários, quatro Reitorias e uma Basílica Santuário, somando, ao todo, 113 Circunscrições Pastorais.
As Regiões Episcopais contemplam a capital paraense e os municípios de Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Bárbara, fazendo limite com as dioceses de Abaetetuba (PA), Castanhal (PA), Ponta de Pedras (PA) e a Prelazia de Marajó (PA).
A Arquidiocese de Belém é um lar para muitos povos. Com vivência eucarística, tem como maior riqueza a fé e o trabalho missionário realizado pelo clero, pastorais, religiosos e leigos, que atuam conforme a realidade do seu povo, fazendo da Igreja um organismo com rosto amazônico.
A missão da Igreja, que, desde 12 de janeiro de 1616, evangeliza a Amazônia, é estabelecer um novo modo de ser, abrindo espaço para os leigos exercerem, de modo efetivo e concreto, seus ministérios ao lado do clero, do episcopado e dos religiosos, criando, assim, uma rede de comunidades eclesiais que possibilita uma presença maior da Igreja viva junto ao seu povo.
Esse berço amazônico tem identidade mariana, tendo como padroeira da Arquidiocese e da capital paraense Santa Maria de Belém e, como Rainha da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré.
Uma Igreja que olha para a frente e para o alto, com a missão de evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como comunidade discípula e missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia”
CATEDRAL DE BELÉM:
A cidade de Santa Maria de Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616, no Forte do Presépio. Há relatos de que, na época da construção do Forte, foi feito um nicho onde foi colocada uma imagem de Nossa Senhora da Graça.
Com o intuito de iniciar o desenvolvimento da cidade de Santa Maria de Belém, começou-se a adentrar a mata próxima ao Forte do Presépio. Escolheu-se o terreno onde hoje está localizada a atual Catedral, para erguer a Igreja Matriz da cidade: a Igreja de Nossa Senhora da Graça. Era uma construção modesta e simples, feita de taipa de pilão e palha (Hugo, p. 18). A Paróquia de Nossa Senhora da Graça foi criada em 28 de julho de 1617, conforme dados históricos da Igreja no Brasil. No mesmo ano, foi nomeado o primeiro vigário: o Padre Manuel Figueira de Mendonça. Naquele momento, a paróquia pertencia à Prelazia de Pernambuco, à qual permaneceu subordinada até 1622.
Em 1653, a humilde igreja passou por uma restauração realizada pelos padres jesuítas, sob a liderança do Padre Souto Maior. Em 1714, a igreja ruiu, e as atividades religiosas passaram a ser realizadas na Igreja de São João Batista.
Em maio de 1719, foi criado o Bispado do Pará, por meio da bula Copiosus in Misericordia, do Papa Clemente XI. Foi então escolhido o primeiro bispo, Dom Frei Bartolomeu do Pilar. Conforme a norma eclesiástica, toda diocese deve ter sua catedral, onde se encontra a sede do bispo.
Dom Frei Bartolomeu do Pilar tomou posse da diocese por procuração em 9 de fevereiro de 1721, e sua chegada a Belém ocorreu apenas em 29 de agosto de 1724. A igreja que passou a servir como Catedral de Dom Bartolomeu foi a Igreja de São João, onde funcionava a Paróquia de Nossa Senhora da Graça.
Em 1723, o rei Dom João V ordenou a construção da Catedral, doando a quantia de 60 mil cruzados, com o pedido de que fosse edificada uma bela igreja nestas terras.
Em 10 de agosto de 1739, tomou posse como segundo bispo do Bispado do Pará Dom Frei Guilherme de São José de Queiroz, que, em 3 de maio de 1748, benzeu a pedra fundamental da Igreja Catedral — mesma data em que foi aceita sua renúncia como bispo do Pará.
Foi então nomeado o terceiro bispo, Dom Frei Miguel de Bulhões e Souza, que tomou posse em 15 de fevereiro de 1749. Ele deu continuidade à construção da Catedral. Em 1753, chegou a Belém o arquiteto italiano Antônio Landi, a quem Dom Frei Miguel entregou a direção da obra, que já se encontrava edificada até a altura do telhado.
Dom Frei Miguel de Bulhões benzeu a Catedral de Belém em 23 de fevereiro de 1753, embora a construção ainda não estivesse finalizada. No dia seguinte, foi feito o traslado do Santíssimo Sacramento da Igreja de São João para a nova Catedral.
Em 10 de outubro de 1759, o Papa Clemente XIII nomeou Frei João de São José de Queiroz como bispo do Pará, e ele tomou posse em Belém no dia 4 de setembro de 1760. A obra da Catedral foi suspensa entre 1761 e 1766, sendo retomada a pedido do cabido, que assumira o governo da diocese após a morte de Dom Frei João de São José de Queiroz, em 15 de agosto de 1764.
Um novo bispo foi então escolhido para o Pará: Dom João Evangelista Pereira da Silva, que tomou posse em 21 de novembro de 1772. Em 1º de fevereiro de 1774, realizou-se a bênção da Capela-Mor da Catedral, marcando também a conclusão da obra.
PERSONALIDADE JURÍDICA
A Arquidiocese de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, entidade religiosa de direito público, com atividades civis registradas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o nº 04.814.851/0001-29, possui razão social Arquidiocese de Belém, sendo isenta de inscrições estadual e municipal.
SITUAÇÃO GEOGRÁFICA
Localiza-se ao norte do estado do Pará, com os seguintes limites: Oceano Atlântico e as dioceses de Abaetetuba (PA), Castanhal (PA), Ponta de Pedras (PA) e a Prelazia de Marajó (PA). Possui uma superfície de 1.820,273 km², abrangendo cinco municípios.