ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL

EVANGELIZAR: GRAÇA, VOCAÇÃO E IDENTIDADE DA IGREJA

“Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo”

A Assembleia Arquidiocesana de Pastoral prepara os caminhos para uma melhor evangelização na Arquidiocese de Belém durante os próximos anos. Desta forma trilhará da melhor forma os caminhos necessários para realização do Sínodo Arquidiocesano, que acontecerá no ano de 2019, será uma grande Assembleia Arquidiocesana em comemoração aos 300 anos de criação da Diocese de Belém.

REUNIÕES EM PREPARAÇÃO PARA A ASSEMBLEIA GERAL

DIA 09

Bispos e Conselho Episcopal

DIA 13

Conselho Presbiteral

DIA 10

Coordenação e os Bispos

DIA 14

Presbitérios

DIA 11

Diáconos Permanentes e Vida Religiosa

Reuniões com os delegados indicados de cada grupo. Preparação para o dia 15.

ASSEMBLEIA GERAL COM TODOS OS SETORES DA ARQUIDIOCESE
Dia 15 de novembro | 7h às 17h | Centro de Cultura e Formação Cristã

7h às 8h

Acolhida e Credenciamento

8h

Oração de Abertura

8h30

Composição da Mesa (Presidência, Coordenação e Secretaria)

8h40

Abertura com  Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa

09h30

Reações cia Assembleia – Fila do Povo

10h

Intervalo

10h30

Trabalho de Grupos (Serão 6 grupos com 22 pessoas em cada)

11h

Intervalo para almoço e descanso

13h30

PLENÁRIA: apresentação das proposições dos grupos – Debates – Aprovação
15h30

Intervalo para Lanche

16h

SANTA MISSA

ABERTURA DO ANO DO LAICATO

A MARCA DA 9ª ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL

ROSÁCEA

Todos os elementos culminam numa Rosácea que transmite, através da luz e da cor, o contato com o sagrado. Com sentido radial, estilizando a representação das pétalas de uma rosa (daí o nome de rosácea), encontra-se ao centro a Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã, circundada por uma representação marajoara, para ligar com a nossa realidade amazônica.

Em sua constituição, a Rosácea é composta por setes círculos. Sete expressa perfeição. Em cada um dos círculos, busca-se evidenciar a realidade da vida e missão da Igreja de Belém, a modo de um mosaico, visto que este “é uma imagem ou padrão visual criado pela incrustação de pequenos elementos que dão forma a um único elemento”.

A composição da Rosácea contém as cores da Bandeira da Arquidiocese de Belém, um dos novos elementos que expressam a identidade da nossa Igreja. O verde é de nossa terra amazônica, nossas florestas, nossa riqueza, maior herança concedida pelo Criador. O azul remete ao céu, cor forte que expressa o nascimento, tranquilidade, confiança e autoridade, para referir-nos ao Pai do Céu. Ao mesmo tempo o azul é cor mariana na grande tradição da Igreja. A cor branca, na heráldica, significa paz, harmonia, singeleza e calmaria. Por sua vez, a cor amarela traz consigo coragem, cordialidade, alegria e riqueza, além de se constituir como um chamado à espiritualidade.

Cada elemento tem um significado que representam a nossa Arquidiocese, a saber: o Anúncio da Palavra de Deus, a Identidade Mariana de nossa Igreja, os quatrocentos anos de Evangelização, a Missão com seus desafios pastorais, a Evangelização da Família e, enfim a História de nossa Igreja, cujos trezentos anos de criação como diocese celebraremos com o Sínodo em 2019. Todos elementos ao redor do centro de nossa vida, a Eucaristia, nas letras JHS (Iesus Hominis Salvator – Jesus Salvador dos Homens).

O pano de fundo, traz de novo as cores marianas na formação do mosaico, em virtude do “Ano Nacional Mariano”, que estamos celebrando.

PALAVRA DE DEUS

“Igreja nasce e vive da Palavra de Deus”. A Constituição Dogmática Dei Verbum do Vaticano II novamente trouxe à luz a centralidade da Palavra na liturgia, na pregação, na teologia e na vida cotidiana dos fiéis. A Igreja através do documento conciliar Dei Verbum nos possibilitou uma maior aproximação da Palavra de Deus e até fez uma declaração da mais alta importância para entendermos o que significa essa Palavra para nós: “a Igreja tem sempre venerado as divinas Escrituras, como tem feito pelo próprio Corpo do Senhor, não faltando nunca, sobretudo na sagrada liturgia, de nutrir-se do pão da vida da mesa, seja da Palavra de Deus seja do Corpo de Cristo, e de propô-lo aos fiéis” (Dei Verbum 21). Mais de cinquenta anos depois do Concílio podemos colher os frutos dessa reviravolta provocada pela Dei Verbum: a renovação bíblica operada na catequese, na liturgia, a difusão da Bíblia através das comunidades e movimentos e, sobretudo dos círculos bíblicos, o entusiasmo em estudar e conhecer mais profundamente a Palavra, animando novos leitores e ministros da Palavra, a valorização das celebrações da Palavra especialmente nos lugares distantes onde não há sacerdotes, o considerável aumento de subsídios e livros especializados, a prática ainda tímida, mas promissora da Lectio Divina em diferentes modalidades.

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!” (Mt 16, 15). Este som ainda ecoa dentro do coração daqueles que creem na Palavra de Deus. Jesus nos dá garantia para o sucesso da nossa missão quando diz: “quem crer e for batizado será salvo!” Não precisamos fazer muitas coisas nem realizar muitas obras, mas apenas crer e dar testemunho da ação do Espírito Santo na nossa vida! Foi para isso que nós fomos chamados, e esta é a nossa missão de batizados.

IDENTIDADE MARIANA

Maria é o ícone por excelência da maternidade divina. O mistério da Encarnação a uniu definitivamente à missão de seu Filho. Em seu ventre o Filho de Deus foi formado e recebeu um rosto humano, revelando a face misericordiosa do Pai. Deus se reconhece no olhar maternal de Maria, pois vindo a este mundo, ao abrir os olhos, o Menino Deus contemplou o primeiro rosto humano, o de sua mãe.

O ícone de Nossa Senhora representada em seus diversos títulos, nossa Mãe padroeira do Brasil, da Amazônia, da Arquidiocese e tantas outras devoções marianas de nossa fé. Oportuna presença também se faz mediante a convocação da CNBB para a vivência do Ano Mariano (outubro/16 e 17) pelas Igrejas de todo Brasil.

OS QUATROCENTOS ANOS DE EVANGELIZAÇÃO

O símbolo do XVII Congresso Eucarístico Nacional é uma importante marca representativa quarto centenário de evangelização de nossa Amazônia, mediante a chegada dos Jesuítas, a comemoração dos quatrocentos anos de nossa cidade de Belém.

No século de fundação da cidade de Santa Maria de Belém do Grão Pará, ergueu-se através do trabalho dos índios locais, instruídos pelos padres da Companhia de Jesus, um dos mais belos e significados monumentos histórico-religiosos: o Colégio e a igreja de Santo Alexandre. Ela faz parte do Complexo Feliz Lusitânia, seja um exemplar original e curioso do barroco tardio, quase maneirista, estabelecido através das missões jesuíticas na Amazônia.

A construção da marca do XVII Congresso Eucarístico Nacional contém os elementos arquitetônicos que sobressaem as rosáceas, toscamente esculpidas em pedra e barro pelos próprios indígenas, Este elemento sintetiza a presença, não só dos jesuítas no Pará, mas um mix de elementos culturais, europeu e amazônico. A presença das volutas desenhadas como as ondas representam nossos rios e as folhas das nossas florestas e riquezas amazônicas.

MISSÃO

A representação dos missionários diante da cruz, rico, pobre, leigo, religioso, clero, todos numa só missão, a evangelizar levando a palavra de Deus para todos os povos.

Igreja é por natureza missionária. Ela existe para evangelizar. Ela foi desde o inicio, enviada para a missão por Jesus Cristo (Cf. Mc 16, 15 ). E Ele acompanha a missão pelo seu Espírito que permanece com a Igreja (Cf. Mt 28,20).

Esse mandato divino a Igreja o realizou e realiza até hoje. Não é algo facultativo ou fruto da vontade das pessoas. A evangelização de todos os povos deu muito frutos de conversão e de vida nova a tantas pessoas no mundo inteiro que, tocadas pela mensagem do Evangelho, se encantaram com a pessoa de Jesus, com o Projeto do Reino de Deus anunciado por ele, que decidiram seguir os seus passos. Melhor ainda, decidiram dar testemunho de suas vidas, tornando-se missionários dessa Boa Nova. Não esqueçamos que o testemunho é a primeira e a mais bela forma de evangelizar.

Diante dos desafios da realidade atual, onde as pessoas e até povos inteiros ainda não conhecem Jesus ou mesmo onde muitas pessoas abandonaram sua vivência religiosa ou até a própria fé, somos chamados a um grande e permanente processo de evangelização: essa é grande missão da Igreja na atualidade.

EVANGELIZAÇÃO DA FAMÍLIA

No dom eucarístico da caridade a família cristã encontra o fundamento e a alma da sua comunhão e da sua missão: o Pão eucarístico faz dos diversos membros da comunidade familiar um único corpo, revelação e participação na mais ampla unidade da Igreja; a participação no Corpo entregue e no Sangue derramado de Cristo torna-se fonte inesgotável do dinamismo missionário e apostólico da família cristã. A Eucaristia é fonte de vivência harmoniosa no lar e compromisso concreto na vida cristã. Torna-se “espiritualidade familiar” para a vivência de tarefas e responsabilidades cristãs tanto na própria família, como também na comunidade de Igreja, fecundando o espírito missionário com o qual cada membro da família é chamado a viver na sociedade.

A comunhão familiar só pode ser conservada e aperfeiçoada com espírito de sacrifício. Exige de todos e de cada um pronta e generosa disponibilidade à compreensão, à tolerância, ao perdão, à reconciliação. Cada família é sempre chamada pelo Deus da paz a fazer a experiência alegre e renovadora da reconciliação, ou seja, da comunhão restabelecida, da unidade reencontrada Em particular a participação no sacramento da reconciliação e no banquete do único Corpo de Cristo oferece à família cristã a graça e a responsabilidade de superar todas as divisões e de caminhar para a plena verdade querida por Deus, respondendo assim ao desejo do Senhor: “Que todos sejam um”.

Com Bento XVI, estamos convictos de que “a Família é o eixo da sociedade, e a Eucaristia o centro da Família” . Sem a Eucaristia não é possível viver a vida cristã, assumida no dia do Batismo, Nela se alimenta o espírito de fé e o testemunho cristão. Como fruto do Congresso Eucarístico, desejamos suscitar a participação de pais e filhos na Eucaristia Dominical, a oração em família, hábitos de oração familiar, especialmente a partir da Palavra de Deus e interesse por aprofundar ao longo de cada semana as experiências espirituais. Além disso, os momentos de convivência familiar, como as refeições, experiência fundamental em família, geram em seus membros entrosamento, reciprocidade, espírito de partilha, cumplicidade e principalmente confiança.

Como “pequena Igreja”, a família cristã, à semelhança da “grande Igreja”, é chamada a ser sinal de unidade para o mundo e a testemunhar o Reino e a paz de Cristo, mesmo diante das adversidades da vida. O lar da família torna-se igreja doméstica na medida em que seus membros se amam e transformam esse amor em sacramento, em sinal para o mundo. (Cf. Texto-Base CEN2016).

A HISTÓRIA DE NOSSA IGREJA

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil proposto entre 2011 e 2015, nos mostrou que a busca sincera por Jesus Cristo faz surgir a correspondente busca por diversas formas de vida comunitária. Articuladas entre si na partilha da fé e na missão, estas comunidades (igrejas) se unem, dando lugar a verdadeiras redes de comunidades. Mas, há necessidade de que os participantes se articulem de modo a testemunhar a comunhão na pluralidade, pois para desenvolver Comunidade implica necessariamente convívio, vínculos profundos, afetividade, interesses comuns, estabilidade e solidariedade nos sonhos, nas alegrias e nas dores.

Um dos maiores desafios consiste em iluminar com a Boa Nova, as experiências nos ambientes marcados por aguda urbanização, para as quais a vizinhança geográfica não significa necessariamente convívio, afinidade e solidariedade. Outro grande desafio encontra-se nos ambientes virtuais, onde a rapidez da comunicação e a liberdade em relação às distâncias geográficas tornam-se grandes atrativos. Essas situações configuram desafios para a ação evangelizadora, na medida em que nada substitui o contato pessoal.

Essa orientação nos leva como Arquidiocese a procurar com todo nosso ardor e coragem renovar nossas estruturas paroquiais, para que possamos com firmeza e alimentados pela Palavra, pela fraternidade, pela oração e pela Eucaristia, sinais da vitalidade da Igreja, ser presença eclesial junto aos mais simples, partilhando a vida e com ela se comprometendo em vista de uma sociedade justa e solidária seja na área urbana e nas ilhas que pertencem à nossa Arquidiocese.

Assim reafirmamos nossa identidade de ser Igreja discípula da Palavra, testemunha do diálogo, servidora e defensora da vida, irmã da criação, missionária e ministerial, que assume a vida do povo, que se articula na paróquia como rede de comunidades e nas comunidades eclesiais de base (Conclusões de Santarém: memória e compromisso, 2012, p. 19 citado na carta do 1º. Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, Manaus – AM, 31 de outubro de 2013).

A EUCARISTIA

No centro nas letras JHS (Iesus Hominis Salvator – Jesus Salvador dos Homens), a Eucaristia como referência de nossa fé. O sacramento da Eucaristia, pão da vida eterna, presença de Jesus Cristo, o verbo de Deus, que tomou a forma humana para, com sua vida, refazer a amizade do Criador com a criatura. Porquanto, a Eucaristia que é o próprio sacrifício do corpo e do sangue de Jesus e o banquete de Deus, onde ele reparte o pão e o vinho transubstanciados, representado pela hóstia, e relembrando o momento que Jesus o fez, com seus apóstolos, e cada indivíduo deve ter a satisfação de se alimentar da Eucaristia, que é, na realidade, um estabelecimento de intimidade com Jesus, o rei dos reis, o servo bom e fiel, a porta das ovelhas e o caminho, a verdade e a vida.

ORAÇÃO DA 9ª ASSEMBLEIA ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL

Deus nosso Pai,
fonte de vida e comunhão,
conduzi-nos no caminho que a Igreja,
em Belém,  é convocada a percorrer
ao realizar a sua Assembleia.
Guiai-nos com amor misericordioso
rumo ao reino definitivo.
Inspirai nossos passos na construção da unidade.
Jesus, nosso irmão e Senhor,
em Vós encontramos esperança.
Vossa palavra nos oriente
e a Eucaristia nos sustente
para vivermos a graça da evangelização
como dom e expressão de nossa identidade cristã.
Espírito Santo, seja nossa luz e sabedoria
para que a Assembleia de Pastoral da Igreja,
em Belém, testemunhe autêntico exercício
da Inteligência da fé
na escuta e no diálogo
que nos lançam para o futuro gerado
pelo anúncio do Evangelho
e pela comunhão na caridade e na verdade.
Maria, Mãe da Igreja,
Estrela da Evangelização, rogai por nós!
Amém.